1 de abr. de 2020

Aprendizado da quarentena

Oi...

Hoje começa o meu mês, no ano que completei uma década que deixei o cerrado pela mata atlântica, no ano que nem chegou a metade e definitivamente já está garantido nos livros de história.

Estou em casa desde o dia 20 de março de 2020, vivendo a quarentena na cidade mais agitada do país. Quem diria que eu veria essa cidade, que tem engarrafamento até de gente nos túneis da transferência da linha amarela para linha verde do metrô, parada.

Ao longo desses 11 dias que se passaram pensei em muitas teorias afim de entender o que estamos vivendo, mas sinceramente não tenho nada como definitivo, o que posso dizer é que vinha passando com certa estabilidade emocional, já que pra mim atualmente não é um problema passar meu tempo em casa. Porém, esses dois últimos dias senti um pouco mais o peso desses dias, que pra mim estão longe de serem de reclusão, acredito que são um descanso forçado e necessário.
Imagem: Pandoca Design/Lívia


E posso dizer que de fato usei esses dias para descansar, não me cobrei exercícios todos os dias ou a leitura de 10 livros, concluir as series pendentes, nada do tipo. Eu simplesmente me dei ao luxo de parar de verdade, algo que não fazia a tempos e talvez por isso tenha sido tão leve pra mim, sem angustias ou sofrimentos.

No entanto, nas ultimas 48 horas venho agradecendo por tudo que tenho, feliz verdadeiramente por cada conquista, mas sentindo o peso das escolhas, da saudade, da distância, da solitude.

A quarentena está me ensinando a dar cada dia mais valor a tudo que temos e não falo apenas do material como também à vida em seus mais simples e delicados detalhes, dias bonitos, manhãs frescas,  a tranquilidade de estar em casa e das conquistas emocionais, como equilíbrio, e, da mesma forma a quarentena tem me mostrado o preço de cada uma dessas conquistas e coisas boas.

Venho compreendendo que tudo que conquistamos, até mesmo o simples momento de alegria em desfrutar a brisa de uma tarde de sol na varanda de casa, tem um preço. Sabe aquele história que o difícil não é chegar ao primeiro lugar e sim se manter nele? Então, com tanta restrição eu que sempre amei a distância de segurança, a minha privacidade e meu espaço, hoje sinto saudade. Sempre gostei de morar longe do corre corre que é a vida com família grande (risos saudosos) e sempre tive saudade dessa bagunça também, mas uma saudade moderada, só que agora não sinto saudade de estar no meio de todos sinto saudade de como eu me sentia totalmente completa e feliz na bagunça e não via a minha vida fora daquilo.

Esse período me ensinou sobre mim, sobre como eu gostaria de conhecer menos de perto a solitude, porque depois de anos apreciando a companhia dela não me vejo integrada como um dia fui e disso é que realmente tenho saudade.

Enfim, divaguei, mas tudo bem...
Vou tentar voltar mais vezes.
Ah! A lista de sonhos foi atualizada ;)

Beijos, Sther!  ;)

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